A vingança de Gaia.

James Lovelock

(www.ecodebate.com.br) artigo originalmente reproduzido na Folha de São Paulo, 22/01/2006.

Imagine uma jovem policial que se sente totalmente realizada na sua vocação. Então, imagine-a tendo de dizer a uma família cujo filho estava desaparecido que ele foi encontrado morto, assassinado, num bosque vizinho. Ou pense num jovem médico que tem de lhe dizer que a sua biópsia revelou um tumor agressivo em metástase.

Médicos e policiais sabem que muitos aceitam a verdade simples e horrenda com dignidade, mas muitos tentam em vão negá-la. Nós livramos os juízes da terrível responsabilidade de aplicar a pena de morte, mas ao menos eles tinham algum conforto em suas freqüentes justificativas morais. Médicos e policiais não têm como escapar de seu dever. Leia mais »







 

Mensagem de divina luz

Jean Yves Leloup. 

Conta-se a estória de uma mulher que procurava seu tesouro na praça da cidade.
Os habitantes, bem intencionados a seu respeito, ajudam-na a procurar seu tesouro nesta praça e nas ruas.

Até o momento em que um de seus com amigos lhe pergunta: “Mas onde você perdeu o seu tesouro!?

A mulher lhe responde: ‘No meu quarto’. ‘Mas você é louca! Você procura e nos faz procurar na rua o que você perdeu em seu quarto!’
‘E você, meu amigo, responde-lhe a mulher, você procura a paz, a felicidade, na praça, na rua.

Você percorre o mundo em vão, para procurar o que você perdeu em seu quarto…
Em seu coração, é lá que é preciso procurar.
Procurar o que se encontra lá, desde sempre.

Algumas versões da estória precisam: ‘
‘Eu procura meu tesouro na rua, porque lá tem mais luz; meu quarto é escuro’.
Alguns procuram a paz lá onde tem luz, a luz das explicações,
dos raciocínios, das justificações, das distrações, do consumo…
A luz relativa de nossos ‘pequenos mundos’  e de nossos pretensos saberes.
Mas lá não há paz.

Às vezes é preciso aventurar-se na obscuridade de seu quarto, remexer em alguns cantos inconsciente. Há obscuridades mais brilhantes que nossos vaga-lumes ou que nossos lampadários.

Há ‘noites estreladas’ e aqueles que são iluminados por elas,
mais do que lâmpadas fluorescentes, se encontram, por vezes,
estranhamente pacificados”.







 

Holística, uma mutação de consciência.

por Dr. Roberto Crema.

“Portanto, fiquemos alerta - alerta em duplo sentido. Desde Auschwitz nós sabemos do que o ser humano é capaz. Desde Hiroshima nós sabemos o que está em jogo”. (Viktor E. Frankl)

Vivemos um período ao mesmo tempo aterrador e maravilhoso. É um momento especial de passagem, o parto de um ciclo onde morte e vida se abraçam num espasmo de dor e plenitude. Brahma, supremo deus da criação e Shiva, supremo deus da destruição, dançam juntos, neste instante, ao som da melodia universal que chamamos mutação.
Ao olhar mais atento, Vishnu, supremo deus da conservação, sorri com os braços abertos para acolher os aflitos filhos da Vida. Somos todos testemunhas privilegiadas, acordadas ou não, do nascimento de uma nova idade. A cada momento é possível percebermos um acréscimo de luz e de consciência à nossa volta, determinando uma espantosa aceleração de mudanças. Leia mais »