Carta Internacional de Consciências

O Colégio Internacional de Terapeutas reúne homens e mulheres que tentam sair do longo sono do esquecimento do Ser. O Ser que está em tudo o que vive ou respira e do qual temos que cuidar, da mesma maneira como os Terapeutas de Alexandria fizeram há cerca de dois mil anos. Eles definiam seu trabalho como sendo o de Cuidar do Ser.

Um sábio chinês que Jung amava muito dizia: “Um instrumento justo nas mãos de um homem que não é justo, tem efeitos injustos”. Como terapeutas, conhecemos muitos instrumentos justos tais como práticas, técnicas e teorias. E as mensagens que nos foram transmitidas pelos livros sagrados são igualmente justas e belas. Mas homens e mulheres, algumas vezes, serviram-se tanto dos instrumentos quanto das mensagens para promover guerras, para se destruírem, para se tornarem doentes. Por isso o Colégio de Terapeutas insiste menos sobre a qualidade dos instrumentos e mais sobre a qualidade da pessoa que os emprega.

O Colégio de Terapeutas não é uma instituição, uma igreja ou uma associação a mais. Seus membros têm em comum uma antropologia, uma imagem aberta do homem que respeita os diferentes elementos que o constituem: a dimensão material, a dimensão psíquica, a dimensão noética ou imaginal e a dimensão pneumática. Leia mais »







 

Objetivos da UNIPAZ

Atuar na área do desenvolvimento pleno do ser humano, no seu relacionamento consigo mesmo e com o meio ambiente natural e social é um dos objetivos básicos da UNIPAZ. Isso visando à busca de novas percepções para a prevenção, preservação e recuperação de sua saúde física, emocional, mental e espiritual. Esses objetivos se concretizam através do estabelecimento de canais de comunicação com a população, de atividades de conscientização e educação e da promoção de pesquisas e trabalhos de campo, que façam com que a população evolua na sua consciência individual e coletiva.

A base desses objetivos está alicerçada em três documentos aprovados em fóruns internacionais: “Declaração de Veneza” da UNESCO (1986), a “Declaração de Brasília” (1987) e a “Declaração de Canela” (1992). Esses documentos alertam para a necessidade de uma nova conscientização planetária, visando a uma educação para a Paz, dentro de uma visão holística que inclua o ser humano, a natureza e o encontro da ciência, arte, filosofia e tradições espirituais.

Dentro desse espírito, a UNIPAZ se propõe a formar uma nova geração de jovens e adultos com mentalidade e novos valores adequados às necessidades do Terceiro Milênio, consagrada a buscar o bem supremo da Paz. Assim como no século XV a Escola de Sagres, na Europa, preparava os navegadores para a descoberta do Novo Mundo, a UNIPAZ pretende contribuir na preparação dos navegadores da Nova Era, dentro do espírito de um antigo termo latino “Pontifex”, que significa “construtor de pontes”.







 

Desafios do Nosso tempo

Desafios do Nosso Tempo.

Cientistas, médicos, antropólogos, educadores, filósofos e escritores de 16 países reuniram-se em Veneza (Itália) de 03 a 07 de março de 1986 no 1º Fórum da UNESCO sobre Ciência e Cultura para responder a uma das mais importantes indagações deste final de século: que caminhos a humanidade deveria trilhar para evitar sua autodestruição e salvar o Planeta? Desse simpósio surgiu a “Declaração de Veneza“, um dos mais importantes documentos da nossa história contemporânea que resume os desafios do nosso tempo. Entre os seis tópicos da “Declaração“, os 19 signatários alertam para o abismo existente “entre uma nova visão do mundo que emerge do estudo de sistemas naturais e os valores que continuam a prevalecer em filosofia, nas ciências sociais e humanas e na vida da sociedade moderna, baseados num determinismo mecanicista”.

Segundo os signatários, “a maneira convencional de ensinar ciência não permite que se perceba a separação entre a ciência moderna e as visões do mundo hoje superadas”. Por isso, reforça a complementariedade entre Ciência e Tradição, a necessidade da pesquisa autenticamente transdisciplinar e a busca de harmonia com as grandes tradições culturais. Foram signatários os representantes do Brasil, Guana, Suíça, Itália, França, Índia, México, Israel, Japão, Suécia, Paquistão, Nigéria, Canadá, Srilanca e Estados Unidos. Leia mais »







 

Declaração de Veneza (Unesco 1986)

Declaração de Veneza (Unesco 1986)

1. Estamos testemunhando uma importante evolução no campo das ciências, resultante das reflexões sobre ciência básica (em particular pelos desenvolvimentos recentes em física e embriologia), pelas mudanças rápidas que elas ocasionaram na lógica, na epistemologia e na vida diária mediante suas aplicações tecnológicas. Contudo, notamos ao mesmo tempo um grande abismo entre uma nova visão do mundo que emerge do estudo de sistemas naturais e os valores que continuam a prevalecer em filosofia, nas ciências sociais e humanas e na vida da sociedade moderna, valores amplamente baseados num determinismo mecanicista, positivismo ou niilismo. Acreditamos que essa discrepância é danosa e, na verdade, perigosa para a sobrevivência de nossa espécie.

2. O conhecimento científico, no seu próprio ímpeto, atingiu o ponto em que ele pode começar um diálogo com outras formas de conhecimento. Nesse sentido, e mesmo admitindo as diferenças fundamentais entre Ciência e Tradição, reconhecemos ambas em complementaridade e não em contradição. Esse novo e enriquecedor intercâmbio entre ciência e as diferentes tradições do mundo abre as portas para uma nova visão da humanidade e, até, para um novo racionalismo, o que poderia induzir a uma nova perspectiva metafísica.

3. Mesmo não desejando tentar um enfoque global, nem estabelecer um sistema fechado de pensamento, nem inventar uma nova utopia, reconhecemos a necessidade premente de pesquisa autenticamente transdisciplinar mediante uma dinâmica de intercâmbio entre as ciências naturais, sociais, arte e tradição. Poderia ser dito que esse modo transdisciplinar é inerente ao nosso cérebro pela dinâmica de interação entre os seus dois hemisférios. Pesquisas conjuntas da natureza e da imaginação, do universo e do homem, poderiam conduzir-nos mais próximos à realidade e permitir-nos um melhor enfrentamento dos desafios do nosso tempo. Leia mais »