A Harpa de dez cordas

por Jean Yves Leloup.

Segundo um conhecimento ancestral, o ser humano é uma harpa com dez cordas, cada uma delas representando um nível do corpo. E elas precisam estar em afinação não só para que o indivíduo alcance equilíbrio físico, mental e espiritual mas também para que duas pessoas experimentem a comunhão em seu estágio mais elevado: o sagrado. O psicólogo, padre ortodoxo e teólogo francês Jean-Yves Leloup reafirma essa teoria e explica como alcançar a comunhão nas diversas linguagens do corpo.

Texto: Wilston F. D. Weigl

O que é o corpo e o que ele representa? A morada do espírito ou um obstáculo à vida espiritual? O veículo para tomarmos consciência da presença divina que nos habita ou, ao contrário, uma prisão que nos encarcera nos limites da dor física e do sofrimento? Essa reflexão, tão extensa quanto profunda, foi o ponto de partida da palestra Corpo: Encontro do Sagrado com o Profano, do filósofo, psicólogo, padre ortodoxo e teólogo francês Jean-Yves Leloup, em visita ao Brasil. Aos 56 anos, Leloup, além de um conferencista reconhecido internacionalmente, é autor de diversos livros sobre a espiritualidade. Entre elas estão O Corpo e Seus Símbolos (ed. Vozes), A Sabedoria do Salgueiro (ed. Verus) e O Romance de Maria Madalena (ed. Verus). Na obra mais recente, O Ícone - Uma Escola do Olhar (ed. Unesp), ele analisa as representações sacras da igreja cristã ortodoxa.

“Para alguns, o corpo é tudo, enquanto para outros não significa nada”, pondera Leloup. “Mas, antes de nos interrogarmos sobre o corpo, precisamos nos maravilhar com ele.” Para o teólogo, a alma dá forma ao corpo: sem sua presença, ele se dissolve. “Então, cuidar do corpo significa cuidar da alma que o anima”, explica. “Tomar consciência da vida que se incorpora em cada um de nós, essa é uma experiência sagrada. Profano é o esquecimento do ser que se encarna nesse corpo. Por isso, existem pessoas que são como casas inabitadas: há a bela aparência exterior, mas não há nada dentro delas.” Leia mais »







 

Aforismo

por Leonardo Boff

Não parece descabido, no início do ano, oferecer alguns aforismos, fruto de reflexão e da sabedoria cotidiana presente no ambiente cultural. Elencaremos uns quantos, compreensíveis por si mesmos.

Mais importante que saber é nunca perder a capacidade de aprender.

Se tudo no universo está em gênese, então o paraíso ansiado não está no começo, mas no fim.

Somos inteiros, mas não prontos. Começamos a nascer e vamos nascendo lentamente até acabar de nascer. É quando então morremos.

Só pode morrer o que é. O possível que ainda não é, permanece para se realizar no além morte.

Não vivemos para morrer. Morremos para ressuscitar. Leia mais »







 

Um Gênio se despede

Gabriel García Márquez se retirou da vida pública por razões de saúde: câncer linfático. Agora, parece que é cada vez mais grave. Enviou uma carta de despedida a seus amigos, que graças à Internet está sendo difundida.

Recomendo a vocês a sua leitura porque é verdadeiramente comovedor este curto texto escrito por um dos latino-americanos mais brilhantes dos últimos tempos.

“Se por um instante Deus se esquecesse de que sou uma marionete de pano e me presenteasse um pedaço de vida, aproveitaria esse tempo o máximo que pudesse. Possivelmente não diria tudo o que penso, mas definitivamente pensaria em tudo o que digo. Leia mais »







 

O Dhammapada, Cap. VI - O Sábio

1-2.  Se você vê alguém que detecta erros e condena o que merece ser condenado, siga esse  sábio.  Valorize-o como alguém que revela tesouros ocultos. Ele será amado pelos bons,  e será odiado pelos maus.   Deixe que tal pessoa faça alertas e repreensões, que dê instruções e proíba o que é impróprio.

3. Não seja amigo de quem pratica o mal,  ou de pessoas mesquinhas.  Seja amigo dos bons ; busque a companhia do melhor.

4. Aquele que bebe do Dharma com uma mente serena vive com felicidade.  O sábio encontra prazer no Dharma ensinado pelos  Seres Nobres.

5. Quem faz  canais de irrigação conduz as águas.  Os flecheiros dão forma às flechas. Os carpinteiros dão forma à madeira. Os sábios disciplinam a si mesmos. Leia mais »